A
manifestação realizada em Vitória, que durante o início da noite foi
pacífica, acabou se transformando em quebra-quebra e atos de vandalismo
em frente à residência oficial do governador Renato Casagrande (PSB),
localizada na Praia da Costa, em Vila Velha.A confusão aconteceu depois que um dos estudantes atirou uma garrafa de água contra um policial do Batalhão de Missões Especiais (BME) que fazia a segurança do local.
Após a agresão, os homens do BME reagiram atirando bombas de efeito moral, tiros com bala de borrachas e gás de pimenta para dispersar os manifestantes. Algumas portarias de edifícios e carros que estavam próximo à residência oficial do governador foram danificadas.
Carros de equipes de reportagem que cobriam a manifestação também foram atacados pelos estudantes. A bolsa de uma repórter foi furtada durante o protesto. Um manifestante foi preso no momento que tentava depredar a portaria de um edifício.
De acordo com a polícia, ele tem passagem pela Justiça por tentativa de homicídio e agressão à mulher.
O protesto
Pelo menos 7 mil manifestantes participaram do protesto em Vitória, nesta segunda-feira (17), segundo estimativa da Guarda Municipal de Vitória. Por volta das 17 horas, teve início a concentração em frente ao teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
No local, muitas pessoas confeccionavam cartazes, e pintavam o rosto com as cores da bandeira nacional. Também foram distribuídos panfletos sobre os motivos dos protestos. A maior parte vestia roupas pretas.
Ás 18 horas teve início a caminhada em direção à praça do pedágio da Terceira Ponte. A Ponte da Passagem chegou a ser interditada nos dois sentidos por alguns minutos. Alguns chegaram a sentar no asfalto. Viaturas do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Vitória orientavam os motoristas e seguiam à frente dos manifestantes.
Em alguns pontos da Reta da Penha, os manifestantes soltaram bombas, mas não houve confronto com a polícia. Durante todo o percurso os manifestantes chamavam a população para ir à rua. Pedidos de “justiça” e “abaixo a corrupção” foram entoadas em um grande coro durante toda a passeata. Muitos acompanhavam das janelas e varandas de prédios e aplaudiam a manifestação.
Por volta das 20 horas, os manifestantes chegaram à Praça do Pedágio. A Rodosol liberou as cancelas do pedágio para evitar conflito com as pessoas que estiveram no encontro. Alguns chegaram a subir a Terceira Ponte a ponte a pé, e seguiram em direção à Residência Oficial do governador Renato Casagrande. Na região o policiamento foi reforçado pelo Batalhão de Missões Especiais.
A passeata contou com a presença de representantes políticos, entidades sindicais, movimentos estudantis e sociedade civil organizada. Para Vinícius Machado, um dos representantes do movimento estudantil, a tendência é o número de participantes aumente cada vez mais.
“Esse tipo de manifestação representa a insatisfação popular. Foram realizadas grandes obras para a Copa, mas a população não possui saúde, educação, moradia e transporte. Essa é uma onda, que tende a crescer cada vez mais até a Copa no ano que vem”, disse.
Novo protesto na quinta-feira
Na próxima quinta-feira (20), os manifestantes prometem retornar às ruas da capital para mais um dia de protesto. De acordo com os organizadores, novamente, a passeata partirá da Ufes em direção à Terceira Ponte.
Manifestação nacional organizada pela internet
A manifestação realizada nesta segunda-feira (17) aconteceu em várias partes do Brasil. O protesto foi organizado pela internet, e as reivindicações eram diversas. Entre elas, a tarifa zero, o fim da corrupção, maiores investimentos na educação e na saúde. Além disso, todos os movimentos apoiavam os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus na cidade de São Paulo.
No Espírito Santo, a pauta regional de negociação direta contém as seguintes reivindicações:
*Cumprimento das promessas feitas ao movimento contra o aumento.
*Tarifa Zero.
*Não a privatização da BR-101.
*Fim do Pedágio RodoSol/Terceira Ponte.
*Revisão de planilhas do sistema transcol.
*Explicações sobre a redução tarifária
*Fim da Criminalização dos movimentos sociais.
*Novo modelo de mobilidade Urbana para o Estado.
*Criação da universidade Estadual.
*Retirada do atual presidente da Federação Capixaba de Futebol.
*Investigação a Federação Capixaba de Futebol.
Pauta de Lutas:
*Reforma Tributária.
*Pelo direito a liberdade de expressão.
*Apoio as manifestações de SP e RJ.
*Repúdio ás prisões feitas em manifestações por todo Brasil.
*Combate à Corrupção
*Reformas Urbana e Rural.
*Maior investimento em Educação.
*Reforma imediata da Saúde.
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